Quase um em cada dez adolescentes no estado (8,6%), com idades entre 13 e 17 anos, declarou ter sido forçado a realizar atos sexuais contra a vontade, um salto significativo em comparação aos 5,1% registrados em 2019. Os nĂșmeros foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE) nesta quarta-feira (15).
Esse aumento de 3,5 pontos percentuais foi o nono maior do Brasil, fazendo com que a Bahia perdesse o posto de um dos estados com menores Ăndices de violĂȘncia sexual infantojuvenil, passando a ocupar a dĂ©cima menor proporção nacional.
Em Salvador, o cenĂĄrio Ă© semelhante, com o Ăndice subindo de 6% para 8,7% no mesmo perĂodo, o que retirou a capital da posição de cidade com menor incidĂȘncia nesse indicador entre as capitais brasileiras.
As vĂtimas
O perfil das vĂtimas evidencia que as mulheres sĂŁo as mais atingidas por essa violĂȘncia. Na Bahia, 10,2% das estudantes do sexo feminino relataram ter sido forçadas a algum ato sexual, enquanto entre os rapazes o Ăndice foi de 6,9%.
AlĂ©m disso, os relatos sĂŁo mais frequentes entre alunos da rede pĂșblica de ensino, atingindo 9,2% no estado e 10% em Salvador, contra cerca de 5,5% na rede privada.
Outro dado crĂtico Ă© a precocidade dessa violĂȘncia: cerca de 70% das vĂtimas na Bahia e em Salvador afirmaram que o abuso ocorreu antes dos 13 anos de idade, um percentual que cresceu drasticamente desde 2019, quando estava na casa dos 56%.
A configuração das agressĂ”es revela que o perigo reside predominantemente em ambientes prĂłximos Ă vĂtima. Em mais de 76% dos casos, tanto no estado quanto na capital, o agressor era alguĂ©m conhecido. De forma ainda mais grave, cerca de um terço das vĂtimas apontou familiares como os responsĂĄveis pela violĂȘncia.
Na Bahia, 34,2% dos agressores faziam parte da famĂlia, sendo que 6,8% eram pais, mĂŁes ou padrastos e 27,4% eram outros parentes.
Fonte: Bahia.ba


0 ComentĂĄrios