Entre julho e setembro, um dos temas mais buscados nas plataformas
online foi a vasectomia, cujo número de procedimentos realizados na
Bahia mais que dobrou nos últimos três anos. Um levantamento da
Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) revelou que o número de
vasectomias na rede estadual passou de 308 em 2021 para 2.801 em 2022,
atingindo a marca de 4.515 em 2023.
Na rede municipal de
Salvador, os números também cresceram. Em 2021, foram 2.473
procedimentos, subindo para 3.063 em 2022 e 3.262 no ano passado.
Para entender as razões por trás desse aumento, o Bahia Notícias
conversou com o ginecologista Agnaldo Viana, especialista em reprodução
humana. Segundo ele, o maior acesso à informação e mudanças nas leis do
Sistema Único de Saúde (SUS) são fatores cruciais para esse crescimento.
“A idade mínima para realizar o procedimento caiu de 25 para 21 anos, o
que, aliado à expansão dos centros de saúde que realizam a cirurgia,
tornou o processo mais acessível”, explicou Viana.
O médico
apontou que homens entre 20 e 30 anos, período de auge reprodutivo, são
os que mais buscam a vasectomia. Ele também destacou a importância de
conscientização, lembrando que o procedimento é praticamente
irreversível. “A reversão da vasectomia tem uma taxa de sucesso muito
baixa, então é importante que o homem tenha certeza de que não quer mais
ter filhos.”
A laqueadura, equivalente feminino da vasectomia,
também registrou um crescimento expressivo. De acordo com o estudo, 864
mulheres fizeram a cirurgia em 2021; esse número saltou para 7.079 em
2022 e chegou a 12.813 em 2023 na rede estadual.


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