Um grave episódio de violência escolar chocou moradores de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (9). Uma aluna de 12 anos, estudante do 7º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Júlio de Mesquita, foi brutalmente agredida por uma colega de classe dentro do banheiro da instituição. A cena foi filmada por outros alunos e as imagens rapidamente se espalharam pelas redes sociais.
No vídeo, a agressora desfere socos, chutes, puxões de cabelo e pisões contra a vítima, que tenta, sem sucesso, se defender dos golpes. Até o momento, as autoridades não confirmaram o que teria motivado as agressões.
Trauma e medo do retorno
Além das marcas físicas, o episódio deixou profundas cicatrizes emocionais na adolescente. Segundo familiares, a menina chegou em casa chorando muito e com diversos hematomas espalhados pelo corpo. A exposição do vídeo na internet agravou o trauma, fazendo com que a estudante se recuse a sair de casa.
“Quando eu cheguei no quarto, a minha filha estava com a perna roxa, com o rosto machucado, chorando. A minha filha foi espancada”, desabafou a mãe da vítima. “Agora ela não quer mais ir para a escola e nem sair na rua, porque está com medo e com vergonha, já que o vídeo está circulando.”
⚖️ 💥 Estudante de 12 anos é agredida dentro do banheiro de uma escola municipal no Rio de Janeiro (RJ); segundo familiares, a menina vinha sofrendo bullying, com ofensas sobre sua aparência.https://t.co/YGYxZ6c4Lk
— République (@republiqueBRA) March 12, 2026
Família denuncia omissão da escola
A revolta da família se estende à postura adotada pela direção da escola municipal. A avó da estudante agredida relatou que a neta apanhou sem chance de reação e criticou a falta de monitoramento no ambiente escolar.
“Sem a minha neta reagir ou dizer uma palavra, ela espancou a minha neta. E ninguém da direção percebeu o que estava acontecendo dentro do banheiro”, protestou a avó. Ela também denunciou que a instituição foi negligente no pós-ocorrido: “A escola também não avisou a minha filha. Mandaram a menina para casa sem chamar o responsável”.
A família alega ainda que a aluna apontada como agressora já possui um histórico de comportamento violento dentro da unidade.
O que dizem as autoridades
Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (SME) emitiu uma nota informando que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar. Como medida imediata, a pasta comunicou que ambas as estudantes envolvidas no caso foram transferidas para outras unidades da rede municipal de ensino.
Fonte: Fala Genefax


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