A Câmara de Deputados aprovou, na noite de terça-feira (18), o projeto que ficou conhecido com PL Antifacção, de autoria do Executivo Federal, por 370 votos favoráveis, contra 110. No entanto, a votação representou mais uma derrota para o governo Lula (PT) devido ao texto que foi aprovado, que alterou diversos pontos da versão original, o que não agradou os governistas.
O relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP), chegou a apresentar seis versões do texto, todas que não agradaram os parlamentares da base de Lula. Durante a votação, os governistas chegaram a apresentar recursos para adiar a votação e para retomar a versão original do texto, porém, todos os pedidos foram rejeitados pelo plenário.
“Diante do processo que vivenciamos, cabe ressaltar que a função do Parlamento não é carimbar um projeto que seja apresentado por alguma força política e passar adiante. O compromisso do Parlamento é debater as matérias e entregar a melhor versão possível”, disse o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre os pedidos de retomar a versão original.
Entre os trechos que foram aprovados na votação, o PL determina penas de 20 a 40 anos de prisão para integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares, mas as condenações podem chegar a 66 anos, a depender de algumas hipóteses. O texto ainda prevê regras para lideranças das organizações criminosas que forem alcançadas, medidas de bloqueio, confisco e alienação antecipada de bens.
O projeto segue agora para o Senado Federal, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já revelou que o texto será analisado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-PI) que, ao contrário de Derrite, faz parte da base de Lula.


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