A cena em Carapicuíba na madrugada de 15 de agosto tinha todos os elementos de um roteiro cinematográfico: a PRF cercando a casa luxuosa, os influenciadores sendo algemados, e os celulares apreendidos contendo o que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) classifica como "provas irrefutáveis de esquema criminoso". Hytalo Santos, 28 anos, e Israel Vicente ("Euro"), 34, construíram um império digital movimentando milhões com conteúdo envolvendo adolescentes, até que o youtuber Felca lançou um vídeo-denúncia que atingiu 40 milhões de visualizações em uma semana. O caso, que já vinha sendo investigado desde 2024, ganhou urgência quando as autoridades identificaram indícios de tráfico humano, trabalho infantil artístico irregular e exploração sexual, com relatos de festas com bebidas alcoólicas e situações de constrangimento.
O Ministério Público agiu com precisão cirúrgica: antes mesmo da prisão, conseguiu a suspensão das redes sociais do casal, a desmonetização dos vídeos e a proibição de contato com as vítimas. O juiz Antônio Rudimacy Firmino, da 2ª Vara de Bayeux (PB), fundamentou a prisão preventiva no artigo 312 do CPP, citando "risco à ordem pública e à instrução processual". Os crimes enquadrados são graves:
Fonte: Jornal Folha do Estado

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