Uma fatalidade abalou o povoado Olhos D’Água da Formiga, no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira (27). Jonathas Lima de Jesus, de 28 anos, e seu filho, Bernardo Lima de Jesus Maciel, de apenas 4 anos, morreram eletrocutados após um acidente envolvendo um caminhão baú e um fio de alta tensão.
Jonathas, ao tentar socorrer seu filho, que havia descido do veículo e foi atingido pela descarga, também acabou sendo eletrocutado. Ambos faleceram no local. Uma tia da criança, que estava no caminhão e não desceu, sobreviveu.
Jailson da Silva Miranda, comerciante local, informou ao veículo Acorda Cidade que a situação do poste e da fiação havia sido denunciada à Coelba há semanas. Ele relatou que técnicos da empresa estiveram no local na noite anterior, filmaram a estrutura e prometeram retornar com outra equipe, o que, segundo ele, não aconteceu.
“Esse poste da Coelba está assim há muito tempo. A galera vem cobrando sobre esse problema há muito tempo. Ontem à noite a equipe veio, viu o problema, filmou e disse que voltaria com outra equipe. Não voltaram. Hoje, perdemos duas vidas por isso”, lamentou Jailson. O comerciante acrescentou que o braço de sustentação do poste apresentava risco de queda há semanas e que vários pedidos de manutenção haviam sido feitos.
José Carlos, irmão da tia da criança e tio de Jonathas, também conversou com a reportagem do Acorda Cidade. Ele explicou que o caminhão pertencia a um primo da família e que Jonathas estava a caminho de um atacadão para carregar o veículo. “Ele ia deixar a criança na casa da avó, como fazia sempre, e depois seguiria para carregar o caminhão. Na hora da ré, houve a colisão. O fio tocou no caminhão e causou tudo isso. Minha irmã gritava, os corpos ainda estavam em chamas e ninguém podia se aproximar por causa do risco”, relatou José Carlos.
Equipes da Polícia Civil, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Coelba foram acionadas e compareceram ao local para investigar as circunstâncias da tragédia, que ocorreu a cerca de 150 metros da praça principal do povoado. Os detalhes sobre o velório e sepultamento das vítimas ainda não foram divulgados. *Revista Recôncavo


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