A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, defendeu um ambiente digital mais seguro durante um jantar com o presidente da China, Xi Jinping. Suas críticas ao algoritmo do TikTok geraram reações adversas entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que a acusaram de apoiar a censura.
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma campanha nas redes sociais em apoio a Janja, destacando sua posição em favor da segurança digital, especialmente para mulheres e crianças. A hashtag #EstouComJanja foi criada, mas não alcançou grande repercussão nas plataformas digitais. Enquanto isso, figuras do bolsonarismo, como o deputado federal Nikolas Ferreira, criticaram suas declarações, associando-as a um modelo de censura semelhante ao da China.
Janja afirmou que sua fala não foi uma quebra de protocolo e que não se limita a acompanhar o marido em eventos. Em entrevista, ela relatou que Xi Jinping mencionou a necessidade de regulação nas redes sociais, destacando que na China existem restrições rigorosas, como a proibição do uso de telas por crianças menores de onze anos.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a primeira-dama, esclarecendo que foi ele quem levantou o tema durante a conversa. Lula enfatizou que a discussão sobre a regulação digital é essencial, especialmente em relação à proteção de crianças e adolescentes.
Via O Globo


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