O incidente ocorreu por volta das 22h15, quando Natanael, que estava sem capacete e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), fugiu de uma abordagem policial. Ele teria saído de moto para comprar um remédio para a mãe. A perseguição terminou em sua residência, onde foi baleado. A família afirma que ele não estava armado e que a arma foi colocada no local pelos policiais.
Uma testemunha, que não foi identificada, contradisse a versão policial, afirmando que a arma atribuída a Natanael não era dele. Um vídeo mostra um homem entregando uma arma a um policial, supostamente a mesma que foi associada à vítima. A Polícia Civil apreendeu duas armas, uma pistola de calibre .40 e uma 9 milímetros, que foram encaminhadas para perícia.
Os policiais envolvidos estavam utilizando Câmeras Operacionais Portáteis (COPs), e as imagens serão anexadas ao processo investigativo. A SSP declarou que não tolera excessos e que todas as denúncias de abuso são rigorosamente apuradas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não haverá tolerância com a violência policial e que os agentes permanecerão afastados até o esclarecimento dos fatos.
Natanael deixou uma filha de poucos meses e foi sepultado na manhã de quarta-feira (21). Após o incidente, moradores da Vila Andrade realizaram protestos, incluindo a queima de um carro na Avenida Carlos Caldeira Filho. A mãe de Natanael será ouvida nos próximos dias como parte das investigações. *Folha de São Paulo


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