O Labubu, boneco de pelĂșcia criado pelo artista Kasing Lung em 2015, estĂĄ no centro de uma polĂȘmica no Reino Unido. A Pop Mart, distribuidora do produto, suspendeu as vendas presenciais apĂłs tumultos e brigas em lojas. As vendas online, no entanto, continuam normalmente.
O fenĂŽmeno Labubu, que se destaca por seus dentes serrilhados e aparĂȘncia excĂȘntrica, conquistou uma base de fĂŁs entre celebridades como Rihanna e Marina Ruy Barbosa. Desde sua parceria com a Pop Mart, o boneco gerou mais de R$ 2,3 bilhĂ”es em receita para a fabricante chinesa. Nos Estados Unidos, o preço do Labubu pode chegar a US$ 300.
A decisĂŁo de suspender as vendas presenciais foi tomada para garantir a segurança dos consumidores. A Pop Mart afirmou que a demanda crescente resultou em longas filas e aglomeraçÔes nas lojas. VĂdeos no TikTok mostram cenas de caos em shoppings, com pessoas brigando por um Labubu. Um vĂdeo viralizou, alertando sobre a situação perigosa em uma loja de Londres.
Crescimento e Marketing Viral
O sucesso do Labubu tambĂ©m se reflete em nĂșmeros. Em 2024, a receita da Pop Mart fora da China cresceu 375,2%, alcançando 5,07 bilhĂ”es de yuan (cerca de US$ 700 milhĂ”es). Somente os Labubus geraram 3 bilhĂ”es de yuan (aproximadamente US$ 420 milhĂ”es) do total de 13,04 bilhĂ”es de yuan (cerca de US$ 1,8 bilhĂŁo) da empresa no ano passado.
A suspensĂŁo das vendas presenciais pode ser uma estratĂ©gia para aumentar a percepção de escassez do produto, o que pode impulsionar ainda mais o interesse online. A consultora de varejo Sarah Johnson destacou que o TikTok se tornou uma vitrine global, onde vĂdeos de unboxings e filas podem se tornar virais rapidamente, aumentando a demanda.
A febre pelo Labubu chegou a gerar situaçÔes absurdas, como uma briga em uma loja de Londres, onde uma participante do reality show "Love Island" relatou ter se envolvido em uma discussĂŁo por conta do boneco. A busca pelo Labubu, que começou como um item de colecionador, agora se transforma em um fenĂŽmeno cultural, refletindo a influĂȘncia das redes sociais no comportamento do consumidor.
Via Redação PN com informaçÔes do G1 e CNN


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