Valeria Márquez, influenciadora digital de 23 anos e proprietária de um salão de beleza em Zapopan, México, foi assassinada a tiros durante uma transmissão ao vivo no TikTok, na tarde de terça-feira, 13 de maio. O crime ocorreu quando um suposto entregador chegou ao local com um presente, disparando contra a jovem. A Procuradoria Geral do Estado de Jalisco investiga o caso como feminicídio.
As imagens da transmissão mostram Valeria interagindo com seus seguidores e recebendo um pacote, que continha um brinquedo de pelúcia. Momentos depois, ela foi atingida por dois tiros, um na cabeça e outro no peito. A transmissão continuou até que uma funcionária desligou o celular. O atirador fugiu em uma motocicleta e ainda não foi identificado.
Valeria contava com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava conteúdos sobre beleza e estilo de vida. Ela havia participado de concursos de beleza e conquistado o título de Miss Face em 2021. Antes de ser morta, a influenciadora expressou preocupação com a entrega, mencionando que poderia ser alvo de um ataque.
Contexto de Violência
O assassinato de Valeria Márquez é mais um caso que evidencia a crescente violência contra mulheres no México. Em 2020, cerca de 25% dos homicídios de mulheres foram investigados como feminicídios, segundo dados da Anistia Internacional. Em 2022, aproximadamente quatro mil mulheres foram assassinadas no país, representando 12% do total de homicídios.
A Procuradoria de Jalisco não confirmou oficialmente o motivo do ataque, mas relatos indicam que o crime pode ter sido ordenado pelo ex-namorado de Valeria, com quem ela tinha um relacionamento conturbado. A amiga que lhe enviou o presente negou qualquer envolvimento no crime e pediu respeito à memória da influenciadora.
A repercussão do caso gerou indignação nas redes sociais e levantou discussões sobre a normalização da violência de gênero no país. A situação de Valeria reflete um problema mais amplo, onde a impunidade e a falta de proteção a mulheres são questões críticas a serem enfrentadas pelas autoridades mexicanas. *El País


0 Comentários