Forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação antiterrorista no noroeste da Síria nesta quinta-feira (3), anunciou o Pentágono. O alvo seria um líder jihadista.
A missão deixou 13 mortos, incluindo 7 civis (3 mulheres e quatro crianças), afirmou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma ONG que tem uma ampla rede de informantes no país.
Os militares americanos pousaram de helicóptero perto de acampamentos de deslocados na cidade de Atme, na província de Idlib. Tiros e explosões foram ouvidos durante a operação, que durou cerca de duas horas.
A agência de notícias France Presse diz que o alvo foi uma construção de dois andares em uma área cercada por árvores e que parte do prédio foi destruída no ataque.
É a maior operação de forças americanas na Síria desde outubro de 2019, quando foi morto Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo extremista Estado Islâmico, segundo Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.
O Pentágono afirmou que forças especiais americanas “executaram uma missão antiterrorista durante a noite no noroeste da Síria” e “a missão foi um sucesso”. “Não houve vítimas entre as forças americanas”.
Guerra civil na Síria
Os acampamentos superpopulosos de Atme, perto da fronteira com a Turquia, estariam sendo utilizados de base pelos líderes extremistas, que se escondem entre os deslocados.
Idlib é uma região no noroeste da Síria que não é controlada pelo ditador Bashar al-Assad, mas sim por grupos extremistas e insurgentes que lutam em uma guerra civil que já dura mais de uma década.
Idlib e as províncias vizinhas de Hama, Aleppo e Latakia são dominadas pelo HTS (Hayat Tahrir Al Sham, ou “Organização para a Libertação do Levante”), o antigo braço da Al-Qaeda na Síria.
A província também abriga grupos rebeldes e outros grupos extremistas, como o Hurras Al Din (“Guardiões da Religião”).
Ataques da Rússia e dos EUA
Todas as facções já foram alvos de ataques aéreos, principalmente do governo sírio e da Rússia, que apoia o governo de Assad.
Seu principal aliado, mas também da coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos e as forças especiais americanas.
Mas as operações com helicópteros continuam sendo raras na Síria, onde as tropas americanas estão presentes como parte da coalizão internacional.
A complexa guerra da Síria, país fragmentado com a presença de vários grupos, provocou quase 500.000 mortes desde 2011. *G1

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