O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou na manhã desta segunda-feira (22) que cumprirá a orientação do Ministério da Saúde de utilizar imediatamente todas vacinas contra a Covid-19 entregues a estados e município para aplicação da primeira dose. Ele, entretanto, diz temer que a pasta não tenha um planejamento que assegure o envio de novas doses para evitar um quebra na imunização de cada pessoa vacinada.
“Nós vamos fazer porque é uma recomendação do ministério. Agora, eu espero que o ministério tenha segurança no seu planejamento pra garantir a segunda dose. Porque, se o prazo não for cumprido, nós corremos o risco de perder a imunização das pessoas. Aí a emenda fica pior que o soneto, ou seja, você teria que revacinar todo mundo outra vez”, declarou o governador em entrevista à rádio Eldorado FM.
“Eu insisto que o ministério esteja fazendo isso com um bom planejamento, com uma boa previsibilidade que ele vai garantir a segunda dose no momento correto. No caso da Coronavac, em torno de 30 dias depois da primeira dose. A outra [de Oxford], tudo bem, tem um prazo mais elástico, pode ir até 120 dias. Mas, principalmente a Coronavac, tem que ser garantida a chegada, no máximo, em 30 dias pra que a gente garanta a imunização conforme as pesquisa e conforme o próprio fabricante da vacina recomenda”, afirmou Rui Costa.
A Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) disse que “recebeu com surpresa” a decisão do Ministério da Saúde, a qual contraria um acordo firmado em reunião técnica com estados e municípios, realizada em 19 de março, e o próprio Informe Técnico encaminhado na mesma data pela SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) da pasta.
No sábado (20), o Ministério da Saúde começou a distribuição de cerca de 5 milhões de novas doses pelo país. De acordo com as regras antigas, esse montante poderia ser usados para aplicar a primeira dose em 2,5 milhões de pessoas — o restante ficaria guardado para garantir que essas mesmas pessoas recebessem a segunda dose. Já agora, o mesmo estoque de 5 milhões de vacinas poderá vacinar 5 milhões de pessoas com a primeira dose — o dobro.
Enquanto isso, se aguarda a produção das outras 5 milhões de doses
necessárias para concluir a vacinação deste grupo. A decisão foi tomada
porque está previsto que o Instituto Butantan e a Fiocruz vão conseguir
entregar mais doses nas próximas semanas. *Bahia.Ba


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