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Câncer de pulmão segue crescendo no Brasil e no mundo

No Brasil, essa neoplasia foi responsável por 22.424 mortes em 2011. A última estimativa mundial apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão para o ano de 2012, sendo 1,24 milhão diagnosticados em homens e 583 mil em mulheres.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa para 2016 é que surjam 28.220 novos casos, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.

Na literatura médica, evidências mostram que pessoas que têm câncer de pulmão apresentam risco aumentado para o aparecimento de outros cânceres e que irmãos, irmãs e filhos de pessoas que tiveram câncer de pulmão apresentam risco levemente aumentado para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

De acordo com o oncologista do grupo de oncologia torácica da Clínica AMO, Iuri Santana, apesar das pessoas estarem fumando menos, a incidência de câncer de pulmão não reduziu porque ela é um reflexo dos anos 70 e 80, quando o tabagismo era moda e não havia uma cultura de conscientização sobre os malefícios do hábito.

“As mudanças de hábitos auxiliam muito, mas é preciso fazer mais. Hoje, por exemplo, o Brasil – por meio das sociedades de especialidades médicas e o Ministério da Saúde – discutem a possibilidade de implementação de sistema de rastreamento precoce”, esclarece.

Segundo o especialista, esse tipo de rastreamento seria feito com tomografia com baixas doses de radiação e teria como meta principal a identificação de lesões pré malignas em pacientes fumantes, especialmente naqueles que fumaram por mais de 30 anos.

“Nos Estados Unidos, essa iniciativa já é adotada. No Brasil, no entanto, ainda há uma questão de custos para o procedimento no Sistema Único de Saúde”, esclarece ele, ressaltando que a taxa de cura em pacientes que tiveram a lesão detectada no início pode alcançar até 90% dos casos.

Outro aspecto importante destacado pelo médico diz respeito ao fato de que o tabagismo precisa ser encarado como doença. “O dependente de tabaco não é fraco, ele tem uma doença grave”, explica.

Por Redação GN | Fonte: G1

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