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Homem morre após ser mordido no braço pela cunhada em Minas Gerais


Mordido pela cunhada durante uma briga, um pedreiro teve parte da pele do braço arrancada e, sem tratamento adequado, morreu dez dias depois em Passos, no sul de Minas. A morte de Nilton José da Silva, de 32 anos, é investigada pela Polícia Civil, que pode indiciar dois médicos que liberaram o paciente sem a realização de exames.

Antes de procurar a Unidade de Pronto Atendimento da cidade, a vítima tentou curar o ferimento por sete dias e agravou o quadro por ter passado etanol, comprado em um posto de combustíveis, pensando que teria alívio.

Segundo o delegado Marcos Pimenta, Nilton da Silva tentava separar uma briga entre o irmão e a cunhada quando foi mordido.

Os primeiros socorros complicaram o caso. A mãe do pedreiro o orientou a passar álcool combustível, comprado em um posto, para tratar o ferimento. Dias depois, um médico receitou anti-inflamatório e remédio sem fazer exames.

Depois de uma semana sem conseguir trabalhar, ele procurou a UPA e foi liberado. No dia seguinte, voltou com muita dor e outro médico receitou remédio contra infecção, mas o liberou. Mas a infecção se alastrou e o paciente acabou morrendo.

O corpo acabou sendo enterrado sem análise do IML (Instituto Médico Legal), que só tomou conhecimento do caso dias depois, quando a família foi até a delegacia. A polícia abriu inquérito e deve indiciar a cunhada da vítima por lesão corporal seguida de morte, com pena que pode variar de quatro a 12 anos. Seis médicos foram chamados para prestar depoimento na próxima semana.

Uma exumação também não está descartada, já que o corpo de Nilton da Silva foi enterrado sem análise de médico legista. Fonte: Portal R7

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