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| Foto: Reprodução |
Na ItĂĄlia de 1990, o crescimento econĂŽmico foi de 2,1%, uma desaceleração frente aos 3,4% da vĂ©spera do Mundial. A economia japonesa tambĂ©m nĂŁo foi impulsionada pelo evento: o PIB do paĂs cresceu 0,3% em 2002, ante 0,4% um ano antes. A seleção dos paĂses-sede em que a atividade acelerou no ano da Copa do Mundo Ă© formada por Espanha (1982), EUA (1994), França (1998), Coreia do Sul (2002), Alemanha (2006) e Ăfrica do Sul (2010). Os trĂȘs primeiros cresceram acima da mĂ©dia mundial naqueles anos. Perfeito levantou esses e outros nĂșmeros para fazer uma anĂĄlise do efeito da Copa sobre a economia desses paĂses, mas diz que o estudo foi inconclusivo. "As economias locais reagiram de modo heterogĂȘneo no ano da Copa por conta de eventos externos", ressalva. O espaço de quatro anos entre cada Mundial significa cenĂĄrios macroeconĂŽmicos dĂspares, o que dificulta uma comparação.
No caso do Brasil, avalia, o otimismo que poderia ter sido gerado pelo Mundial teve seu brilho ofuscado por ruĂdos internos: maior desconfiança em relação ao governo, ameaça de apagĂŁo, inflação em alta, o rebaixamento da nota de risco de crĂ©dito do PaĂs pela agĂȘncia de classificação Standard & Poors, o processo eleitoral. "A Copa deveria abrir espaço para mais investimentos e novos negĂłcios, mas o espĂrito animal do empresariado ficou enjaulado", brinca. Do lado positivo, Perfeito aponta algum legado de infraestrutura e o fato de que o evento vem se realizando de forma mais tranquila que o esperado: sem protestos violentos ou caos aeroportuĂĄrio. Diante disso, alguns setores, como serviços, podem ser beneficiados pelo evento, mesmo com feriados. InformaçÔes Bahia NotĂcias

