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| Foto: Reprodução |
A convite da ComissĂŁo de Direitos Humanos do Senado, parlamentares, representantes de entidades que reĂșnem jornalistas e empresas de comunicação e integrantes de organizaçÔes sociais como o Movimento Passe Livre (MPL) voltaram a discutir, em BrasĂlia/DF, a violĂȘncia contra profissionais de imprensa. Embora a maioria dos casos de agressĂŁo e assassinatos de comunicadores esteja associada Ă cobertura policial e polĂtica, o debate voltou a ser pautado pelas ocorrĂȘncias durante os protestos e manifestaçÔes populares que tomaram as ruas do paĂs a partir de junho de 2013. AlĂ©m de repudiar a violĂȘncia por parte de manifestantes ou de policiais, os participantes do debate se opuseram Ă s sugestĂ”es e iniciativas de criminalizar os movimentos sociais e os que protestam pacificamente, defendendo que os agentes de segurança sejam melhor capacitados a lidar com a situação. Diretor de RelaçÔes Institucionais da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), JosĂ© Carlos Torves destacou que a crescente violĂȘncia contra os profissionais da imprensa nĂŁo estĂĄ associada Ă s recentes manifestaçÔes populares. “Essa violĂȘncia nĂŁo começou com as manifestaçÔes de junho, muito menos com o assassinato doloso do cinegrafista [da TV Bandeirantes] Santiago Andrade [atingido na cabeça por um rojĂŁo disparado por dois manifestantes]. Ela jĂĄ vinha crescendo muito nos Ășltimos cinco anos”, declarou Torves. Ele destacando que, na maioria dos casos, os agressores de jornalistas sĂŁo os policiais e nĂŁo os manifestantes. “Por isso precisamos discutir soluçÔes e achamos que implementar um protocolo para padronizar a atuação das polĂcias de todo o paĂs Ă© fundamental”. Fonte: AgĂȘncia Brasil